Torpedos de amor

10 03 2009

coracao

 

 

 
O bom do amor é que cada dia é um dia diferente. Hoje estamos mais assim, amanhã mais assado. Mais paciente, menos encantado, mais doce, menos feliz, mais apaixonado, menos áspero… Com isso cada dia é um dia. E o amor se renova, não se esgota, não se repete. Cada dia de amor é um dia de amor.

A inconstância traz novidades, inspirações, paixonites…

Hoje foi um dia ultra atribulado no trabalho. Várias, incontáveis tarefas, zilhões de e-mails e ligações. Arquivos anexados, imagens recebidas, textos aprovados… de repente, o celular vibra. Acende o visor e eu pego o aparelho para dar uma olhadinha rápida – afinal de contas, estava com pressa de tudo.

O texto aceso era “Eu amo tanto você!”. O remetente era o namorado.
O mundo parou. Silêncio absoluto na empresa. Não ouvi mais nada. Agora, tentando lembrar do momento vejo que tudo ficou meio lento, pausado. Li de novo a mensagem… Alguém tentou falar comigo, mas não consegui ouvir. Passei o dedo no visor do celular. Ele se apagou. Apertei um botão qualquer e ele acendeu de novo… “Eu amo tanto você!”…

Seja lá o que for que eu estava fazendo na hora. E, danem-se as coisas que ainda tenho que fazer hoje (e já são 18h)… meu dia parou ali. Às 17h19min.

Não tenho mais nada para dizer… a não ser ‘Obrigada!’.
Obrigada por dizer que me ama.

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Quando o seu SMS não recebe resposta…

9 10 2008

Eu não sou muito fã de telefones. Tanto o fixo quanto o celular.
Nada contra o aparelho em si, muito pelo contrário. O meu celular é um smartphone e, sempre que sobra um tempo, busco desbravar sua tecnologia para utilizá-la ao máximo. Nada geek. Um comportamento curioso, apenas isso.

De qualquer forma, o que estava falando é que não curto muito ficar pendurada ao telefone. Sempre que preciso atender alguém, por mais querido que seja, vou logo perguntando do que se trata e objetivando o assunto ao máximo. Sem muito papo furado. Estilo ‘vamos logo ao que interessa’. (sem grosseria também, né?!)

Logo, VIVA o SMS!! Ainda bem que existe mensagem de texto. Ao menos, aos meus olhos. Elas não atrapalham você. Você lê a hora que dá. Pode responder na hora mais adequada. E, se tiver algum recado, você nunca vai esquecer. É só guardá-lo ali.

O problema é quando você está cercado de pessoas que não têm esse mesmo perfil. Para essas, você manda um torpedo perguntando alguma coisa, contando alguma coisa, se declarando de algum modo e a resposta nunca chega. Você espera espera espera…

Isso é de enlouquecer! Eu não quero ligar! Eu quero só mandar um recadinho. Lê aí e me responde, pô! Não quero atrapalhar seu trabalho, sua aula, seu cinema, seu show… seja lá o que você estiver fazendo. Estou mandando o SMS justamente por isso. Não quero atrapalhar. Não quero me estender. Não quero conversar. Quero só mandar um torpedo. Então, quando der, manda uma resposta. Um ‘ok’. Um ‘depois nos falamos’.

Mas, tem gente que você manda o SMS, ela não lhe responde e, depois de um tempo, você pergunta: “E aí? Recebeu meu torpedinho?”; e a resposta é: “Qual deles?”.

E, naquele dia, você só mandou um.
Vai entender, não?!