O 2º reencontro e a angústia

15 05 2009

aeroporto Eis que é hoje o dia do 2º reencontro. Mas, estou aqui em pânico.
 O namorado acabou de ligar dizendo que não conseguiu sair do trabalho na hora certa e talvez, não consiga passar em casa para pegar a mala e vir para cá. Na verdade, ele ligou para dizer que está vindo só com a roupa do corpo, mas que o problema maior é o engarrafamento que está por lá.

 Desde o meio da semana comecei com esses pensamentos negativos de que ele não conseguiria embarcar por alguma razão. Se ele ligar dizendo que não conseguiu chegar no aeroporto… nem sei. Confesso que nem sei o que dizer ou sentir.

Meu estômago está na boca. O único gosto que sinto é de acidez. Minha gastrite está fervendo.
Nervosismo e desânimo. Mãos frias e dor.
Sei lá. Faz o carro voar. Sai correndo. Dá um jeito?

Chega logo! É só o que consigo querer.





Eu quero falar de amor

28 04 2009

Aí nos reencontramos e estamos juntos.
Tem sido fantástico estar com o namorado esses dias. E tenho lutado de todas as formas possíveis não ficar pensando que a despedida acontece no final da semana.lightbrush_heart

Então, como a gente sempre fala muito sobre aquilo que o nosso coração está cheio, o post de hoje é uma piadinha interna, coisas de namoro, e uma homenagem debochada ao namoradhinho. Obrigada por lerem!

“Lady, your love’s the only love I need,
And beside me is where I want you to be
‘Cause my love, there’s something I want you to know
You’re the love of my life; you’re my lady”

(Lady – Lionel Richie)





Rapsódia de um reencontro

22 04 2009

Era o dia da chegada. Há meses não nos víamos. Passei toda a manhã e tarde contando as horas para a chegada do vôo do namorado. Finalmente era noite e já estava no aeroporto. Lembro que olhei para os lados procurando as placas que me levariam ao desembarque. O televisor informava que o vôo dele já estava autorizado para pouso. Olhei no relógio, 10 minutos. Era o que faltava. Depois de tanto tempo longe, faltavam apenas 10 minutos. E aí eu poderia abraçá-lo novamente.

Quando cheguei no desembarque fiquei olhando fixamente as portas, na expectativa de que abrissem. Pensei em tudo o que se passou. Agora que ele estava pisando o mesmo chão que eu parecia que não tinha sido tanto tempo assim. A saudade se abrandou. Ele estava perto.

Abriram-se as portas. Pessoas começaram a sair. Arrumei os cabelos. Dei um olhada rápida para ver se o meu vestido estava bom. Aquele vestido eu comprei para o reencontro. Ele adora vestidos. Olhei para dentro do desembarque. Procurei por ele. Pessoas passavam na minha frente. Estava na ponta dos pés quando o vi passar. Ele. Era ele. Ali, ao meu alcance.

Meu coração acelerou de uma forma que não conseguia mais ficar ali. O impulso foi correr até ele. Não consegui. Meu rosto queimava. Meu pensamento era de que precisava revê-lo. Rever o seu rosto, os moldes que a distância já me tinham feito esquecer. Os pêlos da barba, o desenho definido dos lábios. O nariz. Era lógico que ainda lembrava dele. Mas, havia me esquecido da precisão dos detalhes. Esses são os primeiros a serem esquecidos. Ele me viu.

Desse momento em diante não desviamos mais o olhar um do outro. Meu coração parecia que ia explodir. Sorrimos e ele começou a vir na minha direção puxando as malas e desviando de outras pessoas, que também se reencontravam e se abraçavam pelo caminho. Tentei fazer o mesmo, ir na direção dele, mas percebi que meus pés estavam colados no chão. Ele se aproximava e eu não consegui avisar que não conseguia me mexer.

Então, parou bem na minha frente a ponto de sentir sua respiração. Continuamos nos olhando. Havia muita ternura em seu rosto. Ele tocou minha cintura e deixou as mãos escorregarem para as costas. Toquei o rosto dele. Agora estava ali, revendo seus detalhes. Ele estava tão bonito. Meu coração era maior que eu e suas batidas já não cabiam mais no meu peito. Corri minhas mãos pelos olhos, nariz, orelhas… Nos aproximamos lentamente, ainda mais. Como quando se dá um primeiro beijo? Foi assim. Nos beijamos como se fosse a primeira vez, com cuidado e carinho.

Era o primeiro reencontro. Precisava ser inesquecível.
Foi a experiência mais intensa da minha vida.





Eu não sei beber

1 04 2009

Aí eu fui encontrar com uma amiga, né?! Ontem.
Dessas amigas que você não vê nunca e precisa marcar um evento especial para poder reencontrar? Então. Foi assim.

cervejaChegamos juntas no bar. Se tivéssemos marcado não conseguiríamos tal sincronismo. Abraço, sorrisos, escolhemos uma mesa na área de não-fumantes e sentamos. Nenhuma das duas tinha fome, então pedimos logo o chopp. Eu pedi um meio avermelhado, ela pediu o amarelo convencional.

Tim-tim. Começou a conversa.
Papo vai, papo vem… ela é da Armênia, né?! No meio da conversa, pulseiras, anéis, brincos e colares já estavam descansando em cima da mesa. Ela tem essa mania. Sai de casa toda arrumada, mas chega uma hora que ela se desfaz de tudo e fica só ela mesma. Engraçado. Bem a cara dela… Arminé. Acabou o chopp. Repetimos o pedido.

Tim-tim. Voltamos à conversa.
Papo vai, papo vem… tudo começou a ficar em câmera lenta. Ela falava, eu entendia, mas a minha reação vinha depois. Eu olhava para ela, mas a sensação que tinha era de que não conseguia olhar. Falei umas coisas, no meio da conversa, e percebi que duas palavras não saíram. Elas estavam na minha cabeça, mas não encontraram o caminho da boca. “_Arminé? Estou meio bêbada… preciso comer alguma coisa.”. Ela riu.

Pedimos um negócio lá que tinha pimenta. A segunda rodada de chopp acabou. Ela pediu mais… para as duas.
Pela primeira vez na minha vida tive um terceiro copo de cerveja/chopp para beber.

Tim-tim. Continuamos a falar da vida.
Eu segui feroz no salgadinho com pimenta… mas, não adiantou muito. Continuei dormente o resto da noite.
Ela me levou na casa do namorado. E, a última coisa que me lembro foi de contar para ele sobre uma barata que passeava no pescoço do cara que estava sentado na mesa ao lado.

Oi? Barata? No pescoço de alguém?
É! Definitivamente eu não sei beber…