Amigo não se abstem

5 04 2009

Aconteceu uma coisa estranha comigo essa semana.
Me fez pensar no seguinte:1094303_3_friends_5

Muitas coisas mudando na minha vida. Coração sensível, namorado de mudança para outro estado, medo, confusão, ao mesmo tempo, alegria, orgulho, alívio… Os últimos dias foram confusos, estive um pouco perdida de tudo. E, em alguns momentos, me fizeram perder também, dos meus planos, sonhos…

Nessas horas difíceis é que contamos com os amigos. Os amigos…
Amigos são aqueles que não são mais chamados de colegas. Não são sua família, não são irmãos, não tem autoridade sangüínea nenhuma na sua vida. No entanto, ao mesmo tempo, são tudo isso. São tão amados que consideramos irmãos. Sabem tanto de nós que acolhemos os conselhos como se fossem nossos pais. Estão  sempre tão próximos, físico ou emocionalmente, que se mexerem com eles mexem conosco também. E vice-versa.

Amigo não se afasta quando nosso coração está doendo porque ele sabe que pode – e muito – fazer sarar. Amigo não tem medo de incomodar, porque nunca incomoda. Amigo sabe o quão próximo pode ficar. A quantos passos de nós pode chegar. Amigo ampara, amigo apóia, segura a mão, guia, amigo guarda, amigo expõe. Protege.

Esses dias andei contando com amigos que, no momento de se aproximar… se afastaram.

Amigo não se abstem! Nunca!





Feliz Natal!

24 12 2008

presepioEssa época do ano a gente recebe um monte de e-mails de pessoas do trabalho, ou relacionadas com ele, desejando um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.
Eu relutei um pouco em entrar nesse clichê, mas não deu. Acabei parecendo antipática. Então resolvi sair desejando Feliz Natal para todas as pessoas com quem convivo.
Sendo assim, aqui estou.

Pessoas que lêem esse blog.
Não desejo a ninguém presentes trazidos por Papai Noel. Porque, na boa? Esse cara não existe.
Mas, desejo a vocês um Feliz Natal de verdade! Com clima de renascimento, de preparação para o novo ano. Que seja uma festa regada de caridade, de bondade, de pureza, de amor ao próximo, de compaixão… Que seja um Natal no seu verdadeiro sentido.

Que vocês e suas famílias recebam muitas bênçãos e graças do céu!!
E que, mesmo no meio desse consumismo todo que envolve agressivamente esta Santa Data, a gente ainda consiga parar um pouquinho e rezar pelos nossos.

Bom, meus votos de Feliz Natal são assim… meio diferente do normal.
Mas, aceitem-os com carinho.





O que o amor precisa vencer

1 12 2008

Quantas coisas precisamos relevar, perdoar, entender, aceitar, subtrair, corrigir, reinterpretar, melhorar, dispensar, guardar, esquecer… para que o amor que vivemos seja considerado perfeito?

biscoito_amorEm outras palavras. Se precisamos mudar tanto, esquecemos, melhoramos, descolorimos, recolorimos… como ele pode ser considerado um amor que vale a pena? Tudo já não mudou, interagiu, reexistiu? Já não deixou de ser uma coisa e passou a ser outra? Tantas mudanças, adaptações…

Quando ela faz um monte de coisas que ele não gosta, e ele não tem lá a aparência necessária para deixá-la perdidamente encantada, quando um precisa mudar um tanto, quando o outro já mudou horrores. Quanto vale investir em alguém que, inicialmente, está tão longe do que lhe parece ideal. Porque insistimos em tornar perfeito o que, na sua perfeição, nos parece imperfeito?

Porque não conseguimos amar as pessoas como elas são e ponto? Porque precisamos encontrar defeitos e falhas que nos machucam? E, em alguns casos, obrigamos o outro a mudar e colocamos essa mudança como condição da existência ou não do relacionamento. Ou você muda, ou eu já não consigo mais ficar com você.

Colocamos o amor para travar batalhas grandiosas. Exigimos dele uma força descomunal. Relevar, perdoar, entender e afins transformam o amor em dor. E aí, quando menos esperamos, ao invés de estarmos completamente apaixonados estamos inundados de sofrimento porque o nosso amor não é exatamente o que deveria ser.

De qualquer forma, se você for perguntar, vai ver que o amor só quer amar.
Nós é que estragamos tudo.
Apenas ame.
E só.





É possível voltar a ser quem já fui?

27 10 2008

As pessoas mudam. Mudam com elas as obrigações, responsabilidades, companhias, amigos, chefes, ônibus que pegam, casa onde moram, ruas onde passam… pessoas mudam.

se eu virar a ampulheta o tempo volta?

A tentativa é sempre mudar para melhor. Estamos sempre correndo atrás dos sonhos, das coisas que nos fazem felizes, da viagem perfeita, do emprego ideal, do amor eterno… Mas, por mais que tenhamos tido participação nessas mudanças que sofremos, a maior parte delas aconteceu simplesmente porque tinha que acontecer. Porque alguém interagiu na nossa vida, algum amigo fez alguma coisa que interferiu em nós e assim vai… as coisas mudam.

E, se não temos controle sobre essas mudanças, qual a garantia de que elas nos levarão para um lugar melhor? Se buscamos a felicidade, mas não temos total controle de cada passo que damos até lá, mudamos nós para melhor?

Minha vida de três anos atrás não tem absolutamente nada a ver com a vida que tenho hoje. Coisas maravilhosas aconteceram de lá pra cá. Sobretudo no campo da amizade. Mas, com certeza, não sou uma pessoa melhor hoje.

É possível voltar a ser quem já fui?