Aí eu fui encontrar com uma amiga, né?! Ontem.
Dessas amigas que você não vê nunca e precisa marcar um evento especial para poder reencontrar? Então. Foi assim.
Chegamos juntas no bar. Se tivéssemos marcado não conseguiríamos tal sincronismo. Abraço, sorrisos, escolhemos uma mesa na área de não-fumantes e sentamos. Nenhuma das duas tinha fome, então pedimos logo o chopp. Eu pedi um meio avermelhado, ela pediu o amarelo convencional.
Tim-tim. Começou a conversa.
Papo vai, papo vem… ela é da Armênia, né?! No meio da conversa, pulseiras, anéis, brincos e colares já estavam descansando em cima da mesa. Ela tem essa mania. Sai de casa toda arrumada, mas chega uma hora que ela se desfaz de tudo e fica só ela mesma. Engraçado. Bem a cara dela… Arminé. Acabou o chopp. Repetimos o pedido.
Tim-tim. Voltamos à conversa.
Papo vai, papo vem… tudo começou a ficar em câmera lenta. Ela falava, eu entendia, mas a minha reação vinha depois. Eu olhava para ela, mas a sensação que tinha era de que não conseguia olhar. Falei umas coisas, no meio da conversa, e percebi que duas palavras não saíram. Elas estavam na minha cabeça, mas não encontraram o caminho da boca. “_Arminé? Estou meio bêbada… preciso comer alguma coisa.”. Ela riu.
Pedimos um negócio lá que tinha pimenta. A segunda rodada de chopp acabou. Ela pediu mais… para as duas.
Pela primeira vez na minha vida tive um terceiro copo de cerveja/chopp para beber.
Tim-tim. Continuamos a falar da vida.
Eu segui feroz no salgadinho com pimenta… mas, não adiantou muito. Continuei dormente o resto da noite.
Ela me levou na casa do namorado. E, a última coisa que me lembro foi de contar para ele sobre uma barata que passeava no pescoço do cara que estava sentado na mesa ao lado.
Oi? Barata? No pescoço de alguém?
É! Definitivamente eu não sei beber…
