Eu não sei beber

1 04 2009

Aí eu fui encontrar com uma amiga, né?! Ontem.
Dessas amigas que você não vê nunca e precisa marcar um evento especial para poder reencontrar? Então. Foi assim.

cervejaChegamos juntas no bar. Se tivéssemos marcado não conseguiríamos tal sincronismo. Abraço, sorrisos, escolhemos uma mesa na área de não-fumantes e sentamos. Nenhuma das duas tinha fome, então pedimos logo o chopp. Eu pedi um meio avermelhado, ela pediu o amarelo convencional.

Tim-tim. Começou a conversa.
Papo vai, papo vem… ela é da Armênia, né?! No meio da conversa, pulseiras, anéis, brincos e colares já estavam descansando em cima da mesa. Ela tem essa mania. Sai de casa toda arrumada, mas chega uma hora que ela se desfaz de tudo e fica só ela mesma. Engraçado. Bem a cara dela… Arminé. Acabou o chopp. Repetimos o pedido.

Tim-tim. Voltamos à conversa.
Papo vai, papo vem… tudo começou a ficar em câmera lenta. Ela falava, eu entendia, mas a minha reação vinha depois. Eu olhava para ela, mas a sensação que tinha era de que não conseguia olhar. Falei umas coisas, no meio da conversa, e percebi que duas palavras não saíram. Elas estavam na minha cabeça, mas não encontraram o caminho da boca. “_Arminé? Estou meio bêbada… preciso comer alguma coisa.”. Ela riu.

Pedimos um negócio lá que tinha pimenta. A segunda rodada de chopp acabou. Ela pediu mais… para as duas.
Pela primeira vez na minha vida tive um terceiro copo de cerveja/chopp para beber.

Tim-tim. Continuamos a falar da vida.
Eu segui feroz no salgadinho com pimenta… mas, não adiantou muito. Continuei dormente o resto da noite.
Ela me levou na casa do namorado. E, a última coisa que me lembro foi de contar para ele sobre uma barata que passeava no pescoço do cara que estava sentado na mesa ao lado.

Oi? Barata? No pescoço de alguém?
É! Definitivamente eu não sei beber…





As histórias que conheço e O Pequeno Príncipe

15 03 2009

Esses dias estava com uma amiga, (que está chegando na minha vida agora), conversando sobre livros lidos.fox_cub1
O interessante é perceber que cada um vai sentindo a mesma história de maneira diferente e vive aquele conto experimentando sensações que outras pessoas nem pensaram em sentir. Cada livro conta, para cada pessoa, uma história diferente… Vendo por esse lado, um único livro tem incontáveis histórias, assim como as experiências sensoriais que elas vão proporcionando.

Conversa vai, conversa vem e essa nova amiga descobriu que eu nunca li ‘O Pequeno Príncipe’. Bom, eu já vi desenhos. E o filme também… mas, não sei explicar a razão de nunca ter lido o livro. Isso a deixou passada. É o livro da vida dela e, assim como estava falando antes, ela afirmou que a cada leitura que faz é uma nova interpretação que cria da história do menino lourinho que amava uma rosa.

Contando-me um pouco da história falou da rosa, da raposa e do cativar. Depois fiquei com tudo isso no coração refletindo. Descobri o seguinte: eu e essa nova amiga costumamos nos encontrar aos sábados no volei de praia. Então, às quintas e sextas sempre pergunto ao namorado se vai ter volei. No sábado, na parte da manhã e da tarde sempre fico esperando o torpedo que traz o horário e o local onde vamos jogar. Se o torpedo chega cedo, tudo o que eu e o namorado fazemos no dia está preso a hora que vamos nos arrumar para ir para o volei….

Então, se vamos nos encontrar às 17h, desde às 15h eu já começo a esperar pelo encontro… até que chega, como diz a tal raposa, “a hora de descobrir o preço da felicidade”. Com isso, acabei por perceber que essa nova amiga me cativou. Assim como o pequeno príncipe fez com a raposa.

Bem, por conclusão disso tudo eu só posso dizer mais uma coisa:
_ Nova amiga? “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

Nos vemos sábado?
=)