Carência Físico-afetiva X Paranóia Obsessiva

12 02 2009

Sabe, às vezes, quando cismamos que estão fazendo algum tipo de complô contra nós? De repente, por alguma razão, do nada, entendemos que alguém não quer mais falar com a gente, não quer mais estar conosco, gostar de nós ou coisa assim. Ao menos, não como antes. Fizemos alguma coisa para isso? Causamos algum desencanto?

crazy_faces1O mais intrigante disso é que, quando cismamos assim as coisas parecem corroborar nossa louca sensação de carência físico-afetiva. Uma conversa, que antes seria normal, vira um papo estranho. Um comportamento, que antes seria coerente, vira uma atitude suspeita… e por aí vai. Quando vamos dar conta estamos numa paranóia obsessiva infundada e que corrói o coração violentamente.

Se cobramos satisfação de quem estamos cismados a resposta nunca será satisfatória. Sempre levantará ainda mais dúvida e desconfiança. Seria insegurança? Ciúmes? Medo?

Mudanças extremas de humor e sentimentos.
Carência Físico-afetiva ou pura paranóia?





Podemos mesmo ficar cegos de amor?

15 10 2008

Depois desses úlimos posts e dos comentários deixados andei pensando… podemos ficar cegos de amor? Seria a expressão ”cego de amor” um sinônimo de “quando se ama o feio bonito lhe parece”?

Ficar cego de amor é um mecanismo que garante a felicidade eterna, acredito eu. Nada se vê, a compreensão fica comprometida, nada se malda, tudo é amor. E, precisamos concordar, o amor é lindo! Sendo assim, se a premissa é verdadeira e ficamos, realmente cegos, o amor é o nosso cão guia?

Eu realmente acredito que, quando o ser amado não é obviamente bonito – estilo Tom Cruise e Brad Pitt – e, ao longo do tempo vai se tornando um galã de novela das oito, essa é a verdadeira beleza. É a ‘beleza dos detalhes’. É essa cegueira, de que falamos, que nos permite encantar com o detalhe dos olhos, o jeito que as mãos se mexem, o modo de andar, de pentear os cabelos, a maneira de dormir, de sorrir… Não seria essa a verdadeira beleza? A beleza que se descobre? Então, se descobrimos essa beleza aos poucos significa que o amor é um ótimo cão guia.

Mas, e se nada disso acontece?
E se continuamos amando uma pessoa que era feia e continua feia até hoje?

Só o amor verdadeiro cega?