Depois desses úlimos posts e dos comentários deixados andei pensando… podemos ficar cegos de amor? Seria a expressão ”cego de amor” um sinônimo de “quando se ama o feio bonito lhe parece”?
Ficar cego de amor é um mecanismo que garante a felicidade eterna, acredito eu. Nada se vê, a compreensão fica comprometida, nada se malda, tudo é amor. E, precisamos concordar, o amor é lindo! Sendo assim, se a premissa é verdadeira e ficamos, realmente cegos, o amor é o nosso cão guia?
Eu realmente acredito que, quando o ser amado não é obviamente bonito – estilo Tom Cruise e Brad Pitt – e, ao longo do tempo vai se tornando um galã de novela das oito, essa é a verdadeira beleza. É a ‘beleza dos detalhes’. É essa cegueira, de que falamos, que nos permite encantar com o detalhe dos olhos, o jeito que as mãos se mexem, o modo de andar, de pentear os cabelos, a maneira de dormir, de sorrir… Não seria essa a verdadeira beleza? A beleza que se descobre? Então, se descobrimos essa beleza aos poucos significa que o amor é um ótimo cão guia.
Mas, e se nada disso acontece?
E se continuamos amando uma pessoa que era feia e continua feia até hoje?
Só o amor verdadeiro cega?