Amigo não se abstem

5 04 2009

Aconteceu uma coisa estranha comigo essa semana.
Me fez pensar no seguinte:1094303_3_friends_5

Muitas coisas mudando na minha vida. Coração sensível, namorado de mudança para outro estado, medo, confusão, ao mesmo tempo, alegria, orgulho, alívio… Os últimos dias foram confusos, estive um pouco perdida de tudo. E, em alguns momentos, me fizeram perder também, dos meus planos, sonhos…

Nessas horas difíceis é que contamos com os amigos. Os amigos…
Amigos são aqueles que não são mais chamados de colegas. Não são sua família, não são irmãos, não tem autoridade sangüínea nenhuma na sua vida. No entanto, ao mesmo tempo, são tudo isso. São tão amados que consideramos irmãos. Sabem tanto de nós que acolhemos os conselhos como se fossem nossos pais. Estão  sempre tão próximos, físico ou emocionalmente, que se mexerem com eles mexem conosco também. E vice-versa.

Amigo não se afasta quando nosso coração está doendo porque ele sabe que pode – e muito – fazer sarar. Amigo não tem medo de incomodar, porque nunca incomoda. Amigo sabe o quão próximo pode ficar. A quantos passos de nós pode chegar. Amigo ampara, amigo apóia, segura a mão, guia, amigo guarda, amigo expõe. Protege.

Esses dias andei contando com amigos que, no momento de se aproximar… se afastaram.

Amigo não se abstem! Nunca!





O encantamento e as coisas do amor

16 02 2009

friendship2Engraçado como nos encantamos por pessoas, coisas e acontecimentos sem nem mesmo nos esforçarmos para isso. Simplesmente acontece.
Normalmente é tudo muito bom. Vivemos os momentos com aquela sensação de felicidade/alegria/descoberta que é peculiar nessas horas de amor e encantamento.

Neste final de semana houve algo assim.
Juntamos um grupo de amigos para comemorar o aniversário do namorado.
Chegamos na sexta à noite para o churras – que deveria ter sido surpresa – e só fomos embora no sábado, minutos antes de atrasar o relógio em uma hora, novamente. Foram lá 20 e tantas horas de amizade, companhia, jogos e muita muita conversa sobre tudo. Direto. Sem parar. Fulltime. All day long.

É gostoso deixar novas pessoas participarem da sua vida. Creio que foram poucas as vezes, na minha história, que percebi que isto estava acontecendo. Que bom que desta vez está sendo tão facilmente perceptível.

Que venham então os novos amigos. Pelo tempo que durarem.
Sejam bem-vindos.





É hora do adeus

16 01 2009

goodbyeAmanhã um grande amigo meu vai embora do Rio de Janeiro.
A namorada dele mora em Rio Claro. Se não me engano, eles já namoram há uns três anos. E ele resolveu largar tudo aqui e ir para lá ficar mais perto dela, enquanto não chega o tempo do casamento.

Ele tem 21 anos. Ela tem 31.
No começo achei que não ia dar muito certo isso. Achei que não ia durar nada. Me surpreendi.
O amor tem dessas coisas. Não se pode evitar quando ele chega. A opção que temos é vivê-lo e ser feliz.
Foi o que os dois fizeram.

No vai e vem de estados, nesses três anos, nem sem bem contabilizar a quantidade de horas completas que os dois passaram juntos. Será que eles sabem? Levando em consideração que eles se vêem (ih! não tem mais acento aqui…) só nos tempos festivos: carnaval, páscoa e feriados afins, acredito que eu – que tenho 1,5 ano de namoro - tenho mais convivência com o namorado do que eles dois já tiveram com o dobro de tempo de relacionamento.

Casar assim é uma ousadia. Devo dizer. Acho que esse tempo morando mais perto vai permitir que os dois se percebam melhor, se compreendam melhor… e isso é fundamental para quem planeja passar o resto da vida juntos.

É hora do adeus.
Não sei o que dizer…
Meu amigo querido. É bem possível que não consigamos mais nos ver nessa vida (não que exista outra. mas, sempre existirá o céu!). Trabalhando pertinho um do outro já é tão complicado… imagina agora com você morando no interior de SP? Espero que seja feliz! Espero que seja sinceramente feliz!
Boa viagem! Boa sorte! Boa vida nova!

É. Acho que vou dizer isso…





Desopilação fraternal

29 12 2008

Uma vez, depois de uma longa conversa, perguntei a uma amiga psicóloga se ela achava que eu precisava de terapia. A resposta que recebi foi “você precisa conversar mais. Conversa mais com seus amigos.”

amigosNunca me esqueci disso. Sempre que acho que preciso fazer terapia me lembro dela falando isso. E, sem querer, de forma alguma, desvalorizar o trabalho dos terapeutas, conversar com amigos é sempre mágico. Principalmente quando temos aquele amigo que conhece tudo, que entende tudo, sente tudo, se compraz, se compadece… que sabe bem quem você é. Quando temos alguém assim, não precisamos de máscaras, não temos receio, vergonha, medo de contar, confessar, de falar, de ouvir… a conversa fica mais honesta, mais verdadeira e perto do real.

Minha melhor amiga mora longe. Uns 400Km de mim. Quando ela mudou de estado (RJ/SP) eu chorei copiosamente, não acreditava que daria certo a amizade à distância. Mas, o que me surpreende até hoje é que, nunca, nenhum único dia eu a senti longe de mim. Mesmo quando não nos falamos… sempre a sinto por perto. É inexplicável isso.

Enfim, com as festas de fim de ano ela acabou vindo para casa encontrar a família e bum… ontem saímos para papear.
As duas não pararam de falar freneticamente. Tínhamos guardado muitas partilhas que precisam ser feitas pessoalmente. A conversa foi longa. Sobre muitos assuntos importantes. A opinião dela conta muito na minha vida e nas decisões que tomo.

Quando voltei para casa fui pensando no quão mais leve me sentia. Era como se ela tivesse dividido comigo o peso da minha vida. E eu tivesse voltado carregando metade das coisas que estão zanzando pela minha cabeça nesses últimos tempos. E aí concluí o seguinte: Amizade é isso. É dividir, partilhar, absorver… foi exatamente o que ela fez. Quando fui contando as coisas ela foi percebendo o quanto tudo aquilo era pesado para mim e dividiu. Dividiu comigo o peso.

É isso.
Para o ano novo eu desejo a todos grandes amigos. Desses que sabem ouvir, que sabem a hora de falar, aconselhar, abraçar e amar…
Para vocês, um 2009 com amigos de verdade!





A saudade intensifica o amor?

30 10 2008

Ando pensando de onde será que vem a saudade. O que faz a saudade aparecer? Às vezes sentimos saudades de alguém que vimos ontem. Que vimos hoje pela manhã. Ao mesmo tempo que sentimos saudades de pessoas que não vemos há meses, anos… Qual a diferença? Ou semelhança entre esses dois casos que geram o mesmo sentimento?

Na verdade, eu queria saber o que gera a saudade. Seria o amor? Só sentimos falta de quem amamos? Curioso que, de repente, ao sentir saudade nós nos vemos amando plenamente. Talvez a saudade seja a forma mais plena do amor. O amor que não dói, que não lembra de mágoas e que não tem expectativas além das que se referem ao próximo encontro. Seria a saudade uma forma de amor?

Se for o caso, porque todos buscamos aniquilar a saudade? A existência dela não prova a existência do amor? Vale a pena domar o amor? Torná-lo ameno? Mitigá-lo? Não queremos todos morrer de amor? O amor que é eterno? E a sensação de coração apaixonado não nos deixa perdidamente felizes? Estou confusa.

É a saudade que intensifica o amor? Ou o amor que potencializa a saudade?