Aconteceu uma coisa estranha comigo essa semana.
Me fez pensar no seguinte:
Muitas coisas mudando na minha vida. Coração sensível, namorado de mudança para outro estado, medo, confusão, ao mesmo tempo, alegria, orgulho, alívio… Os últimos dias foram confusos, estive um pouco perdida de tudo. E, em alguns momentos, me fizeram perder também, dos meus planos, sonhos…
Nessas horas difíceis é que contamos com os amigos. Os amigos…
Amigos são aqueles que não são mais chamados de colegas. Não são sua família, não são irmãos, não tem autoridade sangüínea nenhuma na sua vida. No entanto, ao mesmo tempo, são tudo isso. São tão amados que consideramos irmãos. Sabem tanto de nós que acolhemos os conselhos como se fossem nossos pais. Estão sempre tão próximos, físico ou emocionalmente, que se mexerem com eles mexem conosco também. E vice-versa.
Amigo não se afasta quando nosso coração está doendo porque ele sabe que pode – e muito – fazer sarar. Amigo não tem medo de incomodar, porque nunca incomoda. Amigo sabe o quão próximo pode ficar. A quantos passos de nós pode chegar. Amigo ampara, amigo apóia, segura a mão, guia, amigo guarda, amigo expõe. Protege.
Esses dias andei contando com amigos que, no momento de se aproximar… se afastaram.
Amigo não se abstem! Nunca!
Engraçado como nos encantamos por pessoas, coisas e acontecimentos sem nem mesmo nos esforçarmos para isso. Simplesmente acontece.
Amanhã um grande amigo meu vai embora do Rio de Janeiro.
Nunca me esqueci disso. Sempre que acho que preciso fazer terapia me lembro dela falando isso. E, sem querer, de forma alguma, desvalorizar o trabalho dos terapeutas, conversar com amigos é sempre mágico. Principalmente quando temos aquele amigo que conhece tudo, que entende tudo, sente tudo, se compraz, se compadece… que sabe bem quem você é. Quando temos alguém assim, não precisamos de máscaras, não temos receio, vergonha, medo de contar, confessar, de falar, de ouvir… a conversa fica mais honesta, mais verdadeira e perto do real.