Quando nos deixamos desromantizar…

20 02 2009

Em dias especiais, desses que o céu está lindo, o sol pleno (mas não tão quente), a brisa é leve e suave, o trânsito está ótimo… em dias especiais assim tudo fica mais passível de romance.
love_never_ends1Sorrimos mais, compreendemos mais, nos aborrecemos menos.

Em dias ordinários (no sentido amplo do termo), que você chega no trabalho e o seu computador pifa, seu login é desconfigurado, o seu celular está fora da área de cobertura e você só consegue tirar 20 minutos de almoço… em dias estranhos assim é impossível não desromantizar a vida.
Nos aborrecemos mais, sorrimos menos, toleramos menos.

Ontem foi um dia desses. De, sem querer, chutar a calçada, deslocar o dedo e parar no pronto-socorro, sair engessada, debaixo de um temporal, carregando 4 sacolas lotadas de compras – e o guarda-chuva.
Com a cabeça fervilhando de coisas que deram errado, mais o agravante significativo de que estou na TPM, desromantizei um fato da minha vida que hoje é tão importante que talvez nem consiga expressar.

Peguei sentimentos de amor, que foram oferecidos a mim. Sentimentos de carinho, zelo, atenção, respeito, honra… e desromantizei. Juntei todos esses complementos do amor e transformei-os em coisas que eles não são: meras palavras. Critiquei, julguei e desmereci. Transformei o amor em palavras. Desromantizei o amor.

Como desfazer isso?
Depois de ser frio e cruel, como se retorna ao romance?





Cumprir ou não cumprir? Eis a questão.

18 02 2009

Sabe quando fazemos um acordo em que duas partes têm lá suas obrigações? Tipo dois irmãos que precisam lavar a louça. Um lava outro enxuga. Ou quando viajamos de carro em grupo? Um paga a gasolina o outro os pedágios. Faz-se um acordo e cada um tem sua obrigação.

contrato2No começo do ano fiz um trato. Na hora parecia que eu estava levando a melhor, que a parte mais fácil estava nos meus ombros. Agora tenho visto que pode não ser bem assim. A parte que cabe a mim, eventualmente, acaba exigindo mais do que tenho para oferecer. Então, o que acontece é a sensação de que a minha parte neste acordo está mais pesada do que a outra.

É possível, e não posso deixar de comentar, que eu esteja fazendo ‘corpo mole’ e querendo mais do que mereço. Ou seja, que a minha parte do acordo é justa e eu é que não estou me dedicando adequadamente às minhas obrigações. Pode ser isso… pode até ser. Mas, e se for?

O acordo já está feito. O papel já foi assinado. As mãos já foram apertadas. E agora?
É mais digno da minha parte voltar atrás e reavaliar as partes do acordo? Ou tenho que me superar e honrar o trato?

Cumprir ou não cumprir?
Eis a questão.





Menina mimada ou surto bipolar?

7 02 2009

Hoje descobri que sou uma menina mimada.
desejo2Engraçado porque sempre tento ser condescendente com as coisas e pessoas. Sempre subjugo minha vontade para agradar pessoas que me são queridas… às vezes até me sinto um pouco mal fazendo isso porque parece excesso de ‘inferioridade’.

Por mais contraditório que possa parecer, para mim, hoje descobri que sou uma menina mimada.

O namorado, muito do coerente, resolveu não fazer um desejo meu. Ahhh… para quê?! Amarrei a cara, fechei o tempo, tomei café sozinha, me arrumei para vir trabalhar, não aceitei carona, fiquei mega irritada, contrariada e afins. E olha que ele tinha toda razão em não me dar corda. Foi super sensato da parte dele decidir por não atender o meu pedido. Mas, não interessa. Fiquei pra lá de mau-humorada.

De onde será que veio esse comportamento? Estou aqui me perguntando… como posso normalmente ter um perfil e de repente, mesmo sabendo que sem razão, me comportar do modo contrário?

O que define como reagimos às ações que sofremos?
Sou mesmo uma menina mimada ou tive um pequeno surto bipolar?

Eu hein?!





Perigoso ou feliz

2 02 2009

Ontem estive pensando sobre a interferência das pessoas nas nossas vidas.
Mesmo que não conheçamos este ou aquele indivíduo, eles têm um poder enorme de mexer e mudar nossas vidas. Gratuitamente.

Estive em São Paulo neste final de semana.
Fui para um casamento de pessoas que não conhecia. Amigos do namorado e tal…
No geral, foi tudo ótimo e divertido. Na volta para casa, de carro, sofremos uma batida no lado do carona (diga-se de passagem, o meu lado) e tudo parou.

Buzinas, carros desviando para a contra-mão, impacto, cabeças batendo, dor, susto, placas de carro sendo anotadas, lamento, irritação, stress, policiais militares, B.O., acionamento de seguradora, cansaço, 429Km de estrada.

Depois passei uma boa parte da viagem de volta de SP pensando em como o acidente poderia ter mudado completamente a minha vida, a vida do namorado, a vida da moça cega que não viu o nosso carro passar na frente… Só para esclarecer, a idéia desse fluxo de pensamentos não é auto-comiseração, de forma alguma.

Apenas estou com isso na cabeça (além do galo que ficou com a batida). Diariamente interagimos com pessoas desconhecidas. Na maioria das vezes essa interação passa desapercebida. No entanto, eventualmente, nossas inserções na vida alheia são marcantes, significativas, definitivas…

Mas, só nos damos conta de quando é vital.

Enfim, sã e salva. No entanto, pensando em como estamos sujeitos às interferências dos outros… e o quanto isso pode ser perigoso ou feliz.





Seriam os sonhos metas?

10 01 2009

Na expectativa por mudanças.
Uma amiga minha veio conversar e falou um monte sobre mudanças. Fiquei com algumas dúvidas. Vim postá-las aqui.

Parece que a vida que ela leva está para mudar por completo. Só o que parece sólido é o emprego. A família e o namoro estão por sofrer mudanças, e mudanças no sentido pleno do termo. Mudar de casa, mudar de posição, de companhia, de local.

Aparentemente o que pode acontecer é o seguinte: os pais vão morar sozinhos e ela vai ter que se virar por conta própria. O namorado está para ser transferido para outro estado e eles vão precisar se organizar com essa nova rotina de namoro à distância.
Então, enquanto nada se acerta e tudo fervilha ela começa a sonhar com o que pode ser a vida dela daqui para frente. Lógico que está mega feliz com a possibilidade de morar sozinha. Mas, ao mesmo tempo, o namorado já esboça um desejo de casamento, de família. Morar sozinha, mudar de estado, casar… e o emprego?

Depois dessa conversa que tivemos, onde ela foi me contando tudo o que está considerando fazer e aceitar que seja feito, fiquei pensando numa coisa. Não seriam esses novos sonhos novas metas em sua vida? Quando a gente sonha com alguma coisa não estamos traçando metas?

Mas, o que a incomoda é que tudo isso pode, simplesmente, não acontecer e as coisas continuarem como estão.
Então, minha outra dúvida é: sonhar não seria, neste caso, se precipitar? “Colocar o carro na frente dos bois”?
Devemos sonhar ao vislumbrar novas possibilidades ou o sonho só é saudável se tiver uma base concreta?

E mais. Independente de serem ou não possíveis (no momento), não seriam os sonhos metas?
Porque, se forem metas, então sempre serão sonhos saudáveis. Não?