Desopilação fraternal

29 12 2008

Uma vez, depois de uma longa conversa, perguntei a uma amiga psicóloga se ela achava que eu precisava de terapia. A resposta que recebi foi “você precisa conversar mais. Conversa mais com seus amigos.”

amigosNunca me esqueci disso. Sempre que acho que preciso fazer terapia me lembro dela falando isso. E, sem querer, de forma alguma, desvalorizar o trabalho dos terapeutas, conversar com amigos é sempre mágico. Principalmente quando temos aquele amigo que conhece tudo, que entende tudo, sente tudo, se compraz, se compadece… que sabe bem quem você é. Quando temos alguém assim, não precisamos de máscaras, não temos receio, vergonha, medo de contar, confessar, de falar, de ouvir… a conversa fica mais honesta, mais verdadeira e perto do real.

Minha melhor amiga mora longe. Uns 400Km de mim. Quando ela mudou de estado (RJ/SP) eu chorei copiosamente, não acreditava que daria certo a amizade à distância. Mas, o que me surpreende até hoje é que, nunca, nenhum único dia eu a senti longe de mim. Mesmo quando não nos falamos… sempre a sinto por perto. É inexplicável isso.

Enfim, com as festas de fim de ano ela acabou vindo para casa encontrar a família e bum… ontem saímos para papear.
As duas não pararam de falar freneticamente. Tínhamos guardado muitas partilhas que precisam ser feitas pessoalmente. A conversa foi longa. Sobre muitos assuntos importantes. A opinião dela conta muito na minha vida e nas decisões que tomo.

Quando voltei para casa fui pensando no quão mais leve me sentia. Era como se ela tivesse dividido comigo o peso da minha vida. E eu tivesse voltado carregando metade das coisas que estão zanzando pela minha cabeça nesses últimos tempos. E aí concluí o seguinte: Amizade é isso. É dividir, partilhar, absorver… foi exatamente o que ela fez. Quando fui contando as coisas ela foi percebendo o quanto tudo aquilo era pesado para mim e dividiu. Dividiu comigo o peso.

É isso.
Para o ano novo eu desejo a todos grandes amigos. Desses que sabem ouvir, que sabem a hora de falar, aconselhar, abraçar e amar…
Para vocês, um 2009 com amigos de verdade!





Feliz Natal!

24 12 2008

presepioEssa época do ano a gente recebe um monte de e-mails de pessoas do trabalho, ou relacionadas com ele, desejando um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.
Eu relutei um pouco em entrar nesse clichê, mas não deu. Acabei parecendo antipática. Então resolvi sair desejando Feliz Natal para todas as pessoas com quem convivo.
Sendo assim, aqui estou.

Pessoas que lêem esse blog.
Não desejo a ninguém presentes trazidos por Papai Noel. Porque, na boa? Esse cara não existe.
Mas, desejo a vocês um Feliz Natal de verdade! Com clima de renascimento, de preparação para o novo ano. Que seja uma festa regada de caridade, de bondade, de pureza, de amor ao próximo, de compaixão… Que seja um Natal no seu verdadeiro sentido.

Que vocês e suas famílias recebam muitas bênçãos e graças do céu!!
E que, mesmo no meio desse consumismo todo que envolve agressivamente esta Santa Data, a gente ainda consiga parar um pouquinho e rezar pelos nossos.

Bom, meus votos de Feliz Natal são assim… meio diferente do normal.
Mas, aceitem-os com carinho.





Segunda chance?

22 12 2008

Quão difícil é dar uma segunda chance quando alguém mente para nós?
A mentira por si só traz consigo algumas conseqüências. Acho que, antes de mais nada, a perda da confiança. Afinal, não deixa de ser uma traição à confiança de alguém. Mentir requer enganar e, sem que se perceba já estamos mentindo de novo, enganando de novo só para manter a mentira inicial. É como um caminho sem volta, caso não queiramos nos comprometer. Porque, voltar atrás significa assumir a mentira. Reconhecer que escolheu enganar, seja por qual motivo for.  Significa aceitar que já não merece mais a confiança do outro enganado. E aí tudo começa a ruir.

A mentira abala tudo.
O perdão restabelece tudo.
Mas, o quão difícil é dar uma segunda chance a alguém que acreditamos já não merecer mais nossa confiança?
Hoje eu li uma frase assim:

‘Amor próprio é o amor incondicional que temos por nós mesmos, com aceitação de nossas qualidades e defeitos. Mesmo quando erramos somos dignos de respeito e amor.’

Aí eu pensei o seguinte. Se vamos acreditar que mesmo quando erramos continuamos merecedores e dignos de respeito e amor… porque então isso não se aplica aos outros? Eles também não podem errar? Nunca?
A gente só aprende a andar depois de muito cair. Só aprendemos a andar de bicicleta depois de muito nos desequilibrar… O erro de ninguém mais além do nosso é aceitável?

Hoje, pela primeira vez, eu tenho a resposta.
Mesmo que seja violentamente difícil dar uma segunda chance para quem mentiu, enganou e traiu… não podemos nunca esquecer de que todos nós sempre seremos dignos de respeito e amor.

Não importa o que tenhamos feito.
Sempre mereceremos respeito e amor.





As mãos e o seu entrelaçar

15 12 2008

maos1Curioso como entrelaçamos as mãos. É engraçado quando o relacionamento chega em um ponto que, não obrigatoriamente, as mãos precisam ser dadas. Estamos nós andando no shopping, na praia, seja onde for. Se estivermos acompanhados dos respectivos… provavelmente nossas mãos estarão juntas.

Mas, o encantador disso não é o fato das mãos quase sempre estarem juntas. É o quanto esse simples gesto acaba significando. Ou, tornando-se necessário. Depois de um certo tempo as mãos se procuram. Sentados, em pé, andando, de carro, deitados … as mão se procuram.

Por quê?





Nadando contra a maré

13 12 2008

fomeHoje em dia convencionou-se que todos precisam ser magros para serem considerados bonitos, atraentes, saudáveis. Todo mundo tem que ter aquele shape padrão. As mulheres, então, são tão cobradas por isso que nem sei explicar direito. Em ambiente corporativo, oito a cada dez assuntos estão relacionados com fitness, dieta, emagrecimento. Um saco.

Perdi uns dois quilos na última semana. Preciso recuperá-los com urgência e ainda somar mais uns três nessa leva. Só que o meu metabolismo é ultra-mega-rápido-jedi. Qualquer coisa que eu venha comer meu organismo processa em dois tempos. Sendo assim, engordar, recuperar peso perdido, para mim, significa um sacrifício enorme. Comer muito, muito mais do que já como (e eu como muito!). E não passar mal com isso.

O constrangedor nessa história toda é que sempre que comento que preciso engordar, as pessoas entendem como falsa modéstia e pensam ou que quero elogios (já dizendo que sou magra) ou usam de auto-comiseração tipo: “ai, se eu fosse magra como você ia comer chocolate toda hora… blá blá blá”. Cara? Eu como chocolate toda hora. E, na boa? Chocolate não engorda. Ponto.

Se, por carência eu insisto no assunto este acaba se desvirtuando para o assunto que é comum: que as pessoas, em geral precisam emagrecer e estão fora do peso. E mesmo que eu tenha pautado a conversa, em dois minutos sou excluída da mesma porque, na verdade, as pessoas só sabem falar de emagrecer. E não de engordar.

Estou nadando contra a maré.
E, tanto esforço aeróbico para isso acaba me fazendo emagrecer ainda mais.
Vou fazer um lanchinho. É melhor!